Institucional

Nossa História

Somos uma empresa familiar. Nossa história está ligada à vinda da família de Portugal, no ano de 1962, iniciando nosso trabalho em solo brasileiro na Padaria Confiança, onde fabricávamos os doces artesanais com as receitas originais e tradicionais de Pelotas.

Temos uma tradição de mais de 40 anos na fabricação do Bem-Casado, nosso carro chefe, cuja fabricação era realizada em casa sendo vendidos aos clientes para festas e revendas. Com o convite para participarmos da 5ª edição da Fenadoce (Feira Nacional do Doce), precisamos ampliar nossa capacidade de produção, criando assim a Delícias Portuguesas, que passou a fabricar os Doces Tradicionais de Pelotas e a resgatar doces de regiões portuguesas. Essa participação na feira nos levou a buscar novas receitas, acarretando em um intercâmbio com amigos residentes em Portugal que nos enviaram as receitas que passaram por um processo de adaptação dos ingredientes em relação ao clima. Desta forma procuramos manter a culinária da doçaria Portuguesa cada vez mais presente na cidade do doce.

Nosso objetivo é fabricar doces de qualidade, respeitando as receitas tradicionais dos verdadeiros doces finos, que são servidos em casamentos, formaturas, festas e encomendas em geral e aos clientes e visitantes de todo país, em nossa loja.

Nossa empresa é sócia-fundadora da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, que realiza um grande trabalho de qualificação e resgate da história de Pelotas contada através de seus doces finos, com um sabor inigualável.

Somos uma das cinco empresas aptas ao Selo de Indicação de Procedência, podendo, dessa forma, oferecer ao nosso cliente um doce com qualidade comprovada através da rastreabilidade dos ingredientes.

História do Doce em Pelotas

Situando-nos na nossa história, sabemos que Pelotas surgiu às margens do arroio por onde era transportado o charque aqui produzido que era grande fonte de riqueza.

Naquela época a história nos conta que os senhores vindos de Portugal para aqui se estabelecer, traziam consigo o amor à cultura e à culinária. Esse amor fazia acontecer grandes e lindos Saraus, onde a aristocracia se encontrava para assistir esses belos momentos que culminavam com um festival de doces e licores.

Sabemos ainda que o açúcar chegava a Pelotas, trazido da Europa, só depois recebíamos aqui o açúcar produzido no nordeste, que era trocado pelo charque aqui produzido.

Cada uma das senhoras colocava suas melhores receitas e apresentava-as. Desse modo começava a ser escrita a história do doce na cidade de Pelotas, hoje conhecida como capital brasileira do doce.

A herança da doçaria Portuguesa, com a colaboração da cultura negra Africana resultou nos doces que hoje são tradicionais de Pelotas. Bem Casado, Fatias de Braga, Camafeu, Beijinho de Coco, Ninho, Papo de Anjo, Pastéis de Santa Clara, Queijadinha, Olho de Sogra e Quindins.

Devemos constatar que um Quindim foi uma mistura de ingredientes e conhecimento de Portugueses e Africanos, as gemas usadas pelas senhoras portuguesas e o coco conhecidos do escravos resultaram nessa maravilha de doce.